Orkut não é mais um lugar só de “miguxos”

Redes sociais são, na minha opinião, o melhor exemplo de colaboratividade que a Web 2.0 pode oferecer. Por isso, redes como o Orkut, com 60 milhões de usuários cadastrados, não podem ser ignoradas nas estratégias de comunicação e marketing das empresas. Em um texto para o Plantão Info, o jornalista Marco Aurélio Zanni  expõe melhor essas informações:

 

A maior rede social do Brasil, com 60 milhões de usuários cadastrados, não poderia mesmo ser um espaço apenas para “miguxos” e desocupados. Quem sentencia é Wagner Fontoura, estrategista de mídias sociais da Riot.

 

“Hoje o orkut é um lugar importantíssimo para as empresas se relacionarem com as pessoas. As companhias precisam se posicionar no meio dessa imensa praça pública para saber o que estão falando delas por aí”, explica.

 

Wagner foi um dos debatedores no painel “O ecossistema do Orkut e seus 60 milhões de perfis”, durante o Seminário INFO Redes Sociais. Para ele, a empresa precisa se preocupar com a forma como se mostra nas comunidades. “O fake não funciona. O negócio é se apresentar de cara limpa, pedindo permissão do dono ou do moderador para participar.”

 

Marcelo Marzola, presidente da Predicta, acrescenta que as ferramentas sociais ajudam a ligar as pessoas, e a marca precisa estar nesse ambiente de forma pró-ativa, mostrando seus valores de forma transparente.

 

Segundo Manoel Fernandes, publisher da revista Bites, mais que fazer parte de uma comunidade, é preciso ser relevante para os usuários, apresentando bom conteúdo. “O melhor exemplo disso são as próprias comunidades. Às vezes, um espaço pequeno é mais importante que um grande, por causa do conteúdo.”

 

Quem confirma é Yvan Lima, criador da comunidade do Corinthians no Orkut. No entanto, ele alerta para a importância de não ser intrusivo. “Temos perfis de pessoas de lojas de camisas na comunidade, mas não sei como seria a reação dos usuários se outras empresas se metessem no nosso papo de boteco”, explica.

 

Guilherme Rios, gerente executivo da e.Life, dá um exemplo prático. “Imagine-se na fila do cinema, falando mal da pipoca. Aí o atendente chega e tenta te convencer de que ela é boa. Você vai entrar na sala reclamando não apenas da pipoca, mas também dos empregados intrometidos.”

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