Geyse Arruda: um case

Sei que muitos podem condenar esse post, mas isso me veio a mente quando, no twitter, uma pessoa comentou como ela é inteligente em transformar uma situação em um caso de sucesso. Recentemente, ela entrou em um dos realities shows mais populares da TV, famoso por colocar celebridades para cuidar de uma fazenda.

Polêmicas a parte, Geyse é um grande exemplo de como transformar um fato em um trampolim para o “sucesso”. Ao ser hostilizada por usar um vestido rosa curto na faculdade, ela aproveitou a divisão de opinião do público, ao assistir o vídeo divulgado pela internet, para potencializar negócios. Criou uma grife de vestidos, gravou clipes musicais, participou de uma busca pública a um namorado e se manteve até chegar a participar de um reality show. Também já programou posar nua.

Com certeza conseguiu já juntar seu pé de meia, sem demonstrar aptidões artísticas, porém sabendo aproveitar as oportunidades. O que podemos aprender com Geyse Arruda?

– Nem sempre podemos evitar problemas, porém podemos aproveitar sempre as dificuldades para buscar novas soluções e novos caminhos.
– Oportunidades passam, por isso devem ser aproveitadas.
– Descubra sua verdadeira essência, mesmo que polêmica, pode ser a forma de você crescer. A Geyse aproveitou da “sensualidade” para ganhar seu espaço.
– Arrisque, bata a cara, mas corra atrás de seu objetivo. O de Geyse poderia parecer impossível para uma estudante de turismo, mas ela conseguiu.

Independente de polêmicas e contradições, Geyse já pode ser considerada um Case de Sucesso.

Sustentabilidade traz economia e rentabilidade

Muitas empresas ainda enxergam sustentabilidade como discurso necessário e não como ganho real. Esquecem que quando falamos de investir em sustentabilidade não está apenas previsto comunicação e investimentos caros, mas também existe a redução de gastos que o controle nos gastos em insumos e na gestão de recursos pode trazer para a empresa.

Um exemplo de sustentabilidade trazendo retorno direto é o da marca de tênis Puma. Ao transformar, através da agência Fuseproject, sua caixa de sapatos, o impacto pode transformar completamente a cadeia de distribuição da marca, trazendo a redução de insumos, eletricidade, combustível e água.

Depois de 21 meses de pesquisa, estudando sistemas de armazenamento de sapatos, chegaram ao conceito da Clever Bag, que foi apresentado em abril deste ano.

A sacada foi transformar a caixa em um saco com uma estrutura de papelão. A estrutura mantém a proteção ao calçado, garantindo o empilhamento seguro. Ela é feita a partir de uma peça plana de papelão, sem custo de impressão e montagem.

Já o saco, que é de um material sintético costurado com calor, protege os sapatos durante o transporte. Além disso, substitui a sacola plástica da própria loja.

A Puma estima que irá cortar o consumo de água, energia e combustível em 60% na fabricação, o que resultará em um ano em uma economia de
8.500 toneladas de papel, 20 milhões de mega joules de eletricidade, 264.000 galões de combustível e 264 galões de água. A dispensa das sacolas plásticas vai salvar 275 toneladas de plástico, e o peso reduzido vai economizar outros 132.000 galões de diesel no transporte.

Além da economia, esta medida agrega valor à marca. Inovação deve andar junto com sustentabilidade. E a Puma dá uma lição de como ser mais rentável através de atitudes mais verdes.

Conheça o projeto inteiro no site: http://www.fuseproject.com/products-47

12 anos de buscas

Há 12 anos atrás vivíamos o final da década de 90, a década online que ficou marcada pelo crescimento da bolha da internet, onde as empresas ponto-com estavam crescendo em índices acima das demais empresas, muito através de especulação. Foi neste período a fusão da AOL com a Time-Warner, criando a AOL Time Warner que depois voltaria a ser apenas Time-Warner.

Já no início da década atual, a bolha estourou, a maioria das Ponto-Com’s enceraram suas atividades após a queima de seu capital de risco, e muitas nunca viram lucros. Um cenário desses levaria qualquer um a questionar investimentos em empresas de internet.

Anos antes, mais precisamente em 1996 na Universidade de Stanford, dois estudantes trabalhavam em um projeto de Doutorado que buscava indexar conteúdos e facilitar o acesso. Do Backrup (nome inicial do projeto) ao gigante Google de hoje, poucos anos se passaram. E hoje, os fundadores figuram na 11ª posição da Forbes 400, lista dos americanos mais ricos.

Se a Google é uma empresa referencia em tantos quesitos, como por exemplo sempre liderando a lista da Great Places do Work, tudo se deve a sua missão sempre ter sido clara: Organizar as informações do mundo e fazê-las universalmente acessíveis e úteis.

Uma missão clara que direciona todos os diversos serviços que a empresa proporciona (mais de 60 serviços). E a empresa sempre buscou adaptar seu modelo de negócios, fazendo da empresa de internet um dos maiores conglomerados de mídia, comercializando espaços publicitários para qualquer perfil de negócios.

Se o que faltava para as empresas que explodiram na bolha da internet era um modelo de negócios claro, para a Google isso sobra. Ela é uma empresa de propaganda, oferecendo aos usuários diversos serviços gratuitos em troca de visualizar alguns anúncios.

A Google também tem nesses 12 anos diversas polêmicas, como a questão da privacidade que os usuários perdem ao utilizar suas ferramentas. Para muitos, a Google é vista como o Big Brother do romance de George Orwell.

Porém é impossível se imaginar hoje sem utilizar alguma ferramenta da Google todos os dias. Googlamos todos os dias e isso não é algo que conseguimos mais viver sem.

Muito além do e-book

2010 é visto como o ano do 3D e dos e-book readers, diversas soluções, tecnologias surgiram para “revolucionar” ações já presentes da vida das pessoas. Os e-books já fazem parte do dia-a-dia das pessoas. Segundo a Amazon, maior empresa de comércio online,  no último mês de julho, a cada 100 livros fisicos, 180 livros digitais foram comercializados. Os dados são controversos (vale ler o texto do blog Me and my Kindle), porém que acrescentarmos a informação da quantidade de lojas no Brasil que já comercializam e-books, podemos constatar que esta é uma tendência que tende a crescer. Porém até hoje nunca foi explorado totalmente o potencial da tecnologia. Livros podem se tornar verdadeiras redes sociais, se juntarmos os conceitos da web 2.0 e os conceitos de clubes e grupos de discussão que existem normalmente.

A IDEO, empresa de design famosa por propor caminhos para as tendências de mercado, apresentou o que seria o futuro dos livros. São 3 propostas: Nelson, Coupland e Alice. Em um vídeo podemos entender melhor as propostas:

Assista: The Future of the Book. from IDEO on Vimeo.

A proposta Nelson busca ampliar a análise dos textos, permitindo debates e troca de idéias. Coupland apresenta a criação de uma biblioteca baseada em recomendações e discussões de sua rede social. E Alice amplia o conceito das histórias, levando o leitor a participar de tarefas e ser inserido na história desta forma.

Outros caminhos existem, mas já começamos a perceber o porque que o papel, apesar de importante e presente por séculos, é um meio que não suporta a evolução que a literatura precisa para impactar as gerações Y, Z, alfa e as subsequentes.

60 anos e dois dias

A televisão brasileira completou no último sábado 60 anos. Apenas para compararmos, o  caiu  o número de TVs ligadas caiu de 66% na média anual em 2000, no horário nobre, para 59% em 2009. E quando consolidarmos os números de 2010 veremos que caiu ainda mais. Estaria famosa caixa preta que sempre reinou nos lares em decadência? A rainha das salas de estar foi deposta? E quem viria no lugar?

Para a Wired, famosa revista de tendências tecnológicas americana, o futuro da TV é a convergência com a Internet. Cada vez mais teremos media centers conectados, separando o que queremos ou não ver. Serviços selecionando a programação sob demanda, gravando e transmitindo apenas aquilo que vemos. No Brasil isso ainda é uma realidade distante para a grande massa, porém o computador nos lares de renda mais baixa ganhou o destaque na sala que era da TV outrora. Porém até mesmo programas populares utilizam da internet como fonte de material para ganhar audiência. A maioria dos canais utilizam vídeos do YouTube para cativar o público.

E o futuro. Não consigo imaginar algo diferente do que uma casa totalmente concectada e integrada. Na sala um monitor que estará integrado aos computadores da sala, aos tablets, celulares, tudo compartilhando conteúdo. Você começa assistindo algo na sala, passa para a cozinha enquanto prepara um snack, volta pra sala, da uma pausa para atender uma video chamada de um amigo, que continua em um canto da tela enquanto comentam assistindo ao ultimo episódio de uma novela, onde você pode acessar finais alternativos, etc.

E se pararmos para refletir, este “futuro” não esta distante. Já pode ser realidade se comprarmos alguns equipamentos. O que falta são as emissoras de conteúdo se adequarem às novas realidades e deixarem de ser tão quadradas como são há 60 anos e dois dias.

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