Como piorar um produto para vender mais?

Pode parecer impossível, mas as vezes a piorar um produto é o caminho para ampliar a duração de um produto cuja vida útil já está próxima ao fim. Ontem, durante o keynote da Apple vimos isso. O popular MP3 player da marca da maça renovou sua linha. Dos 4 produtos (Shuffle, Nano, Touch e Classic), apenas o último foi ignorado, não recebeu atualizações e é o único que guarda familiaridades com o iPod original, lançado em 2001. A famosa Click Wheel, tecnologia que reduzia a quantidade de botões simplificando o uso morre no modelo Nano (sendo substituída pela tecnologia multitouch, que já era presente no iPhone, iPod Touch e iPad).

Sem querer debater tecnologia, o que vemos é que o iPod como produto está morrendo, sendo transformado em uma aplicação para diversos hardwares da Apple (novo iPod Nano, iPod Touch, iPhone e iPad). Claro que só funcionando para produtos da Apple, já que a única tentativa de licenciamento da tecnologia fracassou em 2005, com o celular Motorola ROKR, que permitia ouvir músicas pelo sistema iTunes.

Bem, mas não quero focar em tecnologia, mas sim sobre posicionamento de um produto: o iPod Nano. Surgiu como o menor MP3 Player com tela colorida (em 2005), logo após o sucesso do iPod Mini. Com o tempo foi ganhando novas funções: rodava vídeos a partir de 2007, em 2009 passou a gravar vídeos. Pois agora, em 2010, ele passa a ser multitouch e menor, mas passa a não reproduzir nem gravar vídeos. E mantém os preços com isso.Uma estratégia ousada da empresa. Geralmente vemos que a evolução de um produto é realizada acrescentando novos recursos e novas funções, mas desta vez o oposto acontece e o produto passa a perder funções.

Porém se analisarmos esta decisão, vemos que o que a Apple quer é potencializar o player Touch que permite agora tudo isso e mais. Uma verdadeira central de entretenimento portátil. E o iPod passa a deixar de ser sinônimo de player musical e passa a ser focado em vídeo, jogos, vídeo-chamada e outras formas de diversão. O mundo mudou e um dos maiores fenômenos comerciais também mudou. E de certa forma, mais uma vez, Steve Jobs prova que quebrar tendências pode ser a nova tendência.

+ Considerações

A Apple já provou que quebrar tendências pode ser um caminho válido. O mundo de software investe em plataformas open source como o Android, Firefox, etc. E a Apple faz o oposto, suas plataformas são tão fechadas que tudo que é inserido precisa passar por uma validação. E mesmo assim é sucesso comercial. Sem dúvida estamos numa era que regras e tendências existem para serem quebradas.

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