Wikileaks: A web 2.0 chega à polílica internacional

Desde 2006 um site, baseado no formato wiki de compartilhamento de informações (consagrado pela Wikipedia), tem dado dor de cabeça aos Estados Unidos. Trata-se do Wikileaks, sediado na Suécia e que publica posts de fontes anônimas, documentos, fotos e informações confidenciais, vazadas de governos ou empresas, sobre assuntos sensíveis.

Porém a grande polêmica começou quando ele postou materiais sobre a guerra do Afeganistão e do Iraque. Em abril de 2010  um vídeo feito em 12 de julho de 2007, que mostrava civis iraquianos sendo mortos durante um ataque aéreo das forças militares dos Estados Unidos. Depois divulgou documentos secretos do governo americano sobre a Guerra do Afeganistão. E ainda publicou em outubro um pacote com quase 400.000 documentos secretos, denominado Iraq War Logs, sobre a Guerra do Iraque.

Pois bem, creio que recentemente começou o maior drama da diplomacia internacional. O site publicou 251.288 documentos enviados por 274 embaixadas. Destes, 145.451 tratam de política externa, 122.896, de assuntos internos dos governos, 55.211, de direitos humanos, 49.044, de condições econômicas, 28.801, de terrorismo e 6.532, do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

Informações como Hillary questionando sobre saúde física e mental de Cristina Kirchner, Nicolas Sarkozy descrito como “delicado” e “autoritário”, Hugo Chávez estaria ‘louco’ e transformando o seu país em ‘outro Zimbábue’, e muitas outras coisas transformaram a Casa Branca em um verdadeiro reality show. (Folha)

Ao publicar informações importantes e internas, será que estamos vendo o início do cyber-terrorismo ou apenas o compartilhamento de informações que a internet oferece. Qual é o limite para o poder da distribuição de informações da internet?

Sem dúvida o Wikileaks mostra uma nova face do compartilhamento das informações. Só resta saber se o mundo está pronto para essa nova era. E ao que tudo indica não está.

Ficção, realidade e tiros

Acho que a frase mais tuitada do final de semana foi “Estão filmando o Tropa de Elite 3no Rio?”. De certa forma, o que vimos nos últimos dias foi a mídia expondo todos os detalhes do que tem tudo para ser “a maior ação policial e militar de todos os tempos no Brasil”. Tirando questões políticas, que não é o objetivo de debate deste blog sobre marketing e tendências, refleti muito sobre o fator cinema em todo este processo.

Antes de 2007, vivíamos uma grande degradação da imagem policial brasileira. Corrupção, suborno e diversos fatores transformaram a imagem do protetor para o bandido. Nas favelas, eram os marginais que davam o sustento, enquanto os policiais eram visto apenas como corruptos. Isso não mudou em 2007, mas iniciou um processo de troca de imagem graças a um filme: Tropa de Elite. Quando vazou o filme, que chegou primeiro aos camelos, diversas pessoas se depararam com corrupção, crimes cometidos por policias, mas também surgiu um super herói, um tal de Capitão Nascimento. Ele era um policial considerado “incorruptível”. Tanto que neste ano, com o lançamento do segundo filme, ele foi consagrado por revistas como o primeiro super-herói nacional.

E o que isso tem relacionado com o nosso momento histórico. A ficção influenciou a realidade e o prestigio do Capitão Nascimento chegou aos policiais verdadeiros. As pessoas começaram a ter orgulho da nossa tropa de elite. Famílias posando junto aos carros, pessoas denunciando acreditando que podem ajudar a combater traficantes, policiais sendo aplaudidos.

O cinema é uma forma de mudar a realidade. Tivemos histórias de filmes que se transformaram em projetos sociais como A Lista de Schindler que criou a Shoah Foundation para reunir as histórias dos sobreviventes do holocausto, Free Willy culminou na criação de uma fundação para cuidar da baleia protagonista do filme, Cidade de Deus que criou projetos sociais como a ONG Nós do Cinema. E agora, Tropa de Elite que contribuiu para uma nova imagem para os policiais cariocas.

Definitivamente, eles não são fanfarrões.

O feriado mais importante dos Estados Unidos

Muitos considerariam 4 de julho, dia da independência, o dia mais importante para os americanos. Outros considerariam o Halloween, outros o dia de ação de graças, mas acho que o dia mais esperados dos yankees é a sexta-feira pós ação de graças, o chamado Black Friday.

O que é celebrado neste dia? A cultura de consumo dos EUA. O país mais consumista do mundo reserva, nesse dia, promoções de diversos produtos em diversas lojas. Desde 2005 é o dia com mais vendas para o comércio no ano. São trilhões de dólares movimentados todo ano. Em 2008, um funcionário do Wallmart morreu no evento, pisoteado por uma multidão de compradores logo após a abertura da loja de Long Island. A WIRED publicou a história de um comprador que se programa para poder aproveitar o máximo dos descontos da Best Buy.

Todos os anos, Dev Shapiro, 31 anos, moderador dos fóruns Black Friday do GottaDeal.com, monta um mapa da sua presa favorita, a loja da Best Buy a alguns quilômetros da sua casa. Ele começa a operação cedo, com 100 horas de antecedência, ainda na segunda-feira anterior ao dia de Ação de Graças. Chegando à loja, ele monta seu acampamento: barraca, fogãozinho a gás de uma boca, banheiro portátil alugado. (“Eu cobro um dólar de quem quiser usar”, diz. “O negócio acaba se pagando”.)

Usando reconhecimento de campo de dentro da loja, assim como informações retiradas do GottaDeal — que começa a postar material promocional vazado da Black Friday com bastante antecedência —, ele arquiteta um plano de ataque. Ele junta a sua lista de compras pessoal com a de alguns amigos que se juntam a ele nas horas finais de espera. Quando as portas se abrem, a sua equipe se move com a precisão mortal de uma operação especial policial — um homem para os laptops, outro para os GPSs, outro para os DVDs, outro para os Blu-Rays e assim por diante. Em uma ocasião, Shapiro levou para casa três unidades de GPS, uma câmera digital, quatro laptops, três TVs de tela plana e vários gigabytes de RAM — quase 10.000 dólares em produtos, por menos de US$ 1.500. “O segredo da Black Friday é informação e planejamento prévio”, diz ele. “Você precisa saber onde estar, e quando”.

Essa abordagem violenta e metódica para as suas compras vem, de certa forma, da profissão de Shapiro: ele é um “diretor de logística e inteligência” na Congregational Security, uma firma de Dallas especializada em proteger locais de culto religioso de terrorismo e crimes financeiros. (fonte Gizmodo)

Um exemplo para diversas empresas de logística. O importante é vermos que o Black Friday está se tornando um evento global. Já neste ano tivermos ações aqui no Brasil. O site de compras coletivas Busca Descontos disponibilizou descontos de até 70% em produtos de lojas como Walmart, Americanas, Compra Fácil, Shoptime, entre outras. A Apple Store online do Brasil também disponibilizou descontos, porém mais modestos.
Com essa tendência já imagino que no próximo ano mais empresa brasileiras se mobilizarão para trazer um pouco dessa cultura de consumo na nossa versão da Sexta-feira Negra. Afinal, o Brasil vive um boom de consumo comparado ao que passaram nossos irmãos do norte.

Money, Money, Money, Money… Money.

Ação promocional causa pânico na zona sul do Rio

Do iG, por Fábio Grellet

As caixas de madeira deixadas em duas praças de Ipanema, zona sul do Rio, na manhã de quarta-feira (24), não continham bombas nem faziam parte de nenhum atentado, como suspeitou a polícia. Elas faziam parte de uma ação promocional da empresa P&G relacionada à campanha “Avião do Faustão”, cujo garoto-propaganda é o apresentador Fausto Silva.

Segundo a Polícia Civil, a empresa Moda Promoções & Eventos, responsável pela ação de marketing, pediu autorização à Prefeitura do Rio para deixar cinco caixas em locais da zona sul do Rio, hoje de manhã. Essa autorização não foi concedida, afirma a polícia, mas ainda assim as caixas foram distribuídas. Duas delas causaram pânico entre pedestres e motoristas que transitavam pelas praças Nossa Senhora da Paz e General Osório, em Ipanema. Eles temiam que as caixas contivessem bombas.

O Esquadrão Antibombas foi chamado, arrombou as caixas e descobriu que estavam vazias. Por precaução, o trânsito na rua Visconde de Pirajá foi interditado por cerca de uma hora. Na praça General Osório, mais de cem pessoas se reuniram para acompanhar a abertura da caixa.

Segundo a polícia, outras caixas iguais haviam sido deixadas na praça Cardeal Arcoverde, em Copacabana, e no Parque dos Patins, na Lagoa, todas na zona sul. A Polícia Civil pretende pedir à empresa promotora da ação de marketing o ressarcimento dos gastos com a operação de abertura das embalagens.

Procurada pelo iG, a P&G divulgou nota confirmando que as caixas faziam parte de ação promocional da empresa. “Lamentamos profundamente pelo desconforto causado à população e aproveitamos para informar que a ação foi imediatamente suspensa no Rio de Janeiro e nas demais cidades”, diz a nota.

Fantoche Digital

Daqui a pouco poderão achar que este blog é patrocinado pela Microsoft, mas a verdade é que sou um grande entusiasta e acredito que a tecnologia de interação por movimento representa uma grande revolução para as interações entre homem e máquinas.

Já falei em setembro sobre isso e agora, com o lançamento do kinect para Xbox 360, vários hackers estão realizando experimentos interessantes. Mostrei um no último domingo e agora encontrei outro no site Gizmodo.

Assista aqui o vídeo

O projeto de Emily Gobeille e Theo Watson registra os movimentos do seu braço, pulso e ombro e controlar a animação projetada na parede. Incrível. Imaginem que no futuro os fantoches serão assim. E muito mais, estes recursos poderão ser usados em apresentações de empresas para controlar gráficos e levar a interação do speacher com o público a novos patamares.

Me lembrou do clássico dos primórdios do cinema: Gertie, the dinosaur, onde Winsor McCay interagia com um dinossauro de desenho, em 1914. Imaginem como seria a experiência reproduzida com a tecnologia kinect.

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