O feriado mais importante dos Estados Unidos

Muitos considerariam 4 de julho, dia da independência, o dia mais importante para os americanos. Outros considerariam o Halloween, outros o dia de ação de graças, mas acho que o dia mais esperados dos yankees é a sexta-feira pós ação de graças, o chamado Black Friday.

O que é celebrado neste dia? A cultura de consumo dos EUA. O país mais consumista do mundo reserva, nesse dia, promoções de diversos produtos em diversas lojas. Desde 2005 é o dia com mais vendas para o comércio no ano. São trilhões de dólares movimentados todo ano. Em 2008, um funcionário do Wallmart morreu no evento, pisoteado por uma multidão de compradores logo após a abertura da loja de Long Island. A WIRED publicou a história de um comprador que se programa para poder aproveitar o máximo dos descontos da Best Buy.

Todos os anos, Dev Shapiro, 31 anos, moderador dos fóruns Black Friday do GottaDeal.com, monta um mapa da sua presa favorita, a loja da Best Buy a alguns quilômetros da sua casa. Ele começa a operação cedo, com 100 horas de antecedência, ainda na segunda-feira anterior ao dia de Ação de Graças. Chegando à loja, ele monta seu acampamento: barraca, fogãozinho a gás de uma boca, banheiro portátil alugado. (“Eu cobro um dólar de quem quiser usar”, diz. “O negócio acaba se pagando”.)

Usando reconhecimento de campo de dentro da loja, assim como informações retiradas do GottaDeal — que começa a postar material promocional vazado da Black Friday com bastante antecedência —, ele arquiteta um plano de ataque. Ele junta a sua lista de compras pessoal com a de alguns amigos que se juntam a ele nas horas finais de espera. Quando as portas se abrem, a sua equipe se move com a precisão mortal de uma operação especial policial — um homem para os laptops, outro para os GPSs, outro para os DVDs, outro para os Blu-Rays e assim por diante. Em uma ocasião, Shapiro levou para casa três unidades de GPS, uma câmera digital, quatro laptops, três TVs de tela plana e vários gigabytes de RAM — quase 10.000 dólares em produtos, por menos de US$ 1.500. “O segredo da Black Friday é informação e planejamento prévio”, diz ele. “Você precisa saber onde estar, e quando”.

Essa abordagem violenta e metódica para as suas compras vem, de certa forma, da profissão de Shapiro: ele é um “diretor de logística e inteligência” na Congregational Security, uma firma de Dallas especializada em proteger locais de culto religioso de terrorismo e crimes financeiros. (fonte Gizmodo)

Um exemplo para diversas empresas de logística. O importante é vermos que o Black Friday está se tornando um evento global. Já neste ano tivermos ações aqui no Brasil. O site de compras coletivas Busca Descontos disponibilizou descontos de até 70% em produtos de lojas como Walmart, Americanas, Compra Fácil, Shoptime, entre outras. A Apple Store online do Brasil também disponibilizou descontos, porém mais modestos.
Com essa tendência já imagino que no próximo ano mais empresa brasileiras se mobilizarão para trazer um pouco dessa cultura de consumo na nossa versão da Sexta-feira Negra. Afinal, o Brasil vive um boom de consumo comparado ao que passaram nossos irmãos do norte.

Money, Money, Money, Money… Money.

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