O segredo da criatividade Disney Parte 1

Sou um profundo admirador de Walter Elias Disney, o mais conhecido Walt Disney. Recentemente, lendo a biografia escrita por Neal Gabler, tenho descoberto características sobre este grande empreendedor que poderiam ser aplicadas na vida de qualquer pessoa. Buscando me aprofundar no processo criativo de Disney, descobri um artigo escrito por Mark McGuinness para o site Lateral Action. Estou traduzindo e adaptando este artigo em duas partes. Abaixo você poderá ler a primeira parte, focada no conceito de três caracteristicas distintas de Disney, citadas no fantástico e extremamente recomendado livro The Illusion of Life, escrito por dois animadores da equipe Disney (Frank Thomas e Ollie Johnston).

O Segredo da Criatividade de Walt Disney (Mark McGuinness)

Quando era criança, lembro-me ter ficado chocado ao saber que Walt Disney era uma pessoa. Para mim, Disney era uma entidade misteriosa, simbolizada pelo castelo mágico que sempre aparecia a cada começo de seus filmes. Era uma mistura de uma cole oração sem rosto e uma terra encantada. Um pouco como a fábrica de chocolate do Willy Wonka.

Então para mim era difícil colocar na cabeça a ideia de que aqueles filmes eram fruto do cérebro infantil de um único homem. Isso sem mencionar os parques temáticos. Como uma simples pessoa podia ser responsável por tudo isso?

Então acabei descobrindo que a verdade era ainda mais estranha. Não era apenas um Walt Disney, existiam três. Aqui está o testemunho de alguns animadores da Disney:

“Existiam de fato três diferentes Walts: o sonhador, o realista e o spoiler (desmancha prazeres). Você nunca sabia qual destes estava vindo para sua reunião.”

(Ollie Johnstone e Frank Thomas no livro The Illusion of Life: Disney Animation)

Robert Dilts usa esta afirmação como base de uma análise brilhante sobre o processo criativo de Walt Disney em seu livro Strategies of Genius: volume 1. Ele substituiu o termo spoiler por critico, nomeando os três distintos papéis que Walt Disney atuava, cada um envolvido por ações e pensamentos particulares:

O Sonhador – o visionário que sonhava as ideias para os filmes e empreendimentos.

O Realista – o pragmático produtor que fazia as coisas acontecerem.

O Crítico – o avaliador com olhos de águia que refinava o que o sonhador e o realista produzia.

Mais importante que os papéis individuais era a habilidade de Disney em encontrar o equilíbrio certo entre eles:

“Criatividade como um processo completo envolve a coordenação destes três subprocessos : sonhador, realista e crítico. Um sonhador sem um realista não consegue transformar ideias em ações tangíveis. Um crítico e  e um sonhador sem um realista fica preso em um eterno conflito. O sonhador e um realista podem criar coisas, porém não atingirão um nível alto de qualidade sem um critico. O critico ajuda a avaliar e refinar os produtos da criatividade.”

(Robert B. Dilts, Strategies of Genius: Volume 1)

O Sonhador

Disney, como sonhador, podia visualizar cenários extraordinários, para novos projetos como para filmes animados:

“O que eu vejo é muito nebuloso para descrever. Mas parece ser grande e brilhante. E é isso que eu gosto sobre este negócio, a certeza de que sempre existe algo maior e mais emocionante ao virar da curva, e a incerteza de todo o resto.”

(Walt Disney, ‘Growing Pains’ – artigo de 1941, reimpresso no SMPTE Journal, julho de 1991)

No modo Sonhador, Disney tinha a habilidade de se imergir na sua imaginação, excluindo todo o resto:

“Quando Walt estava imergido nos pensamento, ele abaixava uma sobrancelha, apertava os olhos, deixava seu queixo cair e olhava fixamente para algum ponto no espaço, ficando assim frequentemente por um bom momento… Nenhuma palavra poderia quebrar este feitiço…”

(Ollie Johnstone e Frank Thomas, The Illusion of Life: Disney Animation)

Qualquer um com conhecimento de hipnose reconheceria na linguagem corporal de Disney indicadores de um estado de transe – um estado de pensamento na qual a o pensamento consciente foi suspenso e pensamentos involuntários da imaginação ganhavam vida. Seria interessante saber que rituais e gatilhos de criatividade ele usava para acessar o estado “sonhador” quando ele precisava.

Sem a visão sonhadora, os filmes de Disney não teriam o toque de mágica que os diferenciam.

O Realista

Disney não era apenas um pensador criativo. Como um compromissado realista, ele fazia as coisas acontecerem e até mesmo seus sonhos estavam enraizados na realidade:

“Eu definitivamente sinto que não podemos coisas fantásticas baseadas no que é real sem saber primeiro a realidade.”

(Ollie Johnstone e Frank Thomas, The Illusion of Life: Disney Animation)

O realista Disney tinha a fenomenal habilidade de motivar e coordenar times de diversos trabalhadores que traziam seus sonhos em realidade. Ele trouxe a transpiração necessária para a imaginação do sonhador:

“[Nosso sucesso] foi construído por trabalho duro e entusiasmo, integridade de propósito, uma devoção ao nosso meio, confiança no futuro e, acima de tudo, por um crescimento constante e diário no qual todos nós apenas estudamos nosso negócio e aprendemos.”

(Walt Disney, ‘Growing Pains’)

Sem um pensamento realista prático e atividades enérgicas, as realizações de Disney  não teriam sido mais do que um brilho nos olhos de um sonhador.

O Crítico

O Disney crítico submetia todas as partes do seu trabalho a uma análise rigorosa:

“Cada passo da animação bruta foi projetada na tela para análise, e cada parte foi desenhada e redesenhada até podermos dizer: ‘Este é o melhor que podemos fazer.’ Nós nos tornamos perfeccionistas, e como nada é perfeito neste negócio, nos continuamos insatisfeitos.”

(Walt Disney, ‘Growing Pains’)

O Crítico provê feedbacks contínuos e válidos ao processo criativo: como um ciclo entre Sonhador, Realista e Crítico nos diferentes estágios do processos, Disney e seu time estavam aprendendo e estendendo suas habilidades continuamente:

“.. de fato, nosso estúdio se tornou mais uma escola do que um negócio. Fomos crescendo como artesãos, através de estudo, críticas pessoais e experiências. Desta forma, as possibilidades inerentes em nosso meio foram escavadas e trazidas à luz. A cada ano nós poderíamos lidar com uma ampla gama de material de histórias. Eu afirmo que este não é genial ou até mesmo notável. Porém foi a maneira como nos construímos – suor, inteligência e amor ao trabalho.”

(Walt Disney, ‘Growing Pains’)

Sem a insatisfação perfecionista critica, Disney teria estado satisfeito de seu bom trabalho, o que qualquer empreendedor criativo que se respeita iria dizer que não era bom o suficiente.

Continua nesta semana…

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Todos nós podemos aprender com o exemplo de Steve Jobs

Opinião de um sobrevivente do câncer

Por Graham Bower – www.cultofmac.com


Para pessoas como eu, e os outros 28 milhões que vivem com câncer, personalidades como Steve Jobs são exemplos incríveis. Quando eu fazia quimioterapia, há três anos, fui muitas vezes tentado a pensar “Por que eu?“. Mas aí eu me perguntava, “Por que Steve Jobs? Por que Lance Armstrong?”. Refleti sobre as coisas notáveis que eles alcançaram após o início do tratamento. O seu exemplo inspirador me ajudou muito mais do que eu posso dizer com palavras.

Steve Jobs prefere não falar sobre seu câncer. Ele prefere se concentrar em seu trabalho. Devemos respeitar sua escolha.

Quando alguém não está bem, a última coisa de que precisa é de um monte de gente fazendo alarde sobre isso. E se optar por manter suas questões de saúde para si mesmo, seus desejos devem ser respeitados. Ninguém tem o direito de saber a condição médica de outra pessoa.

Discutir publicamente o estado de saúde de alguém e especular sobre o seu prognóstico édesrespeitoso e desnecessariamente negativo.

Quando eu fiquei doente e fui submetido à quimioterapia, eu tive a sorte de ser capaz de continuar o meu trabalho diário, administrar uma empresa de pequeno porte. O que tornou isso possível para mim foi a força interior, o pensamento positivo e o incentivo da minha família, amigos e colegas em torno de mim, que tinham a abertura de espírito suficiente para se concentrar no que eu poderia fazer, e não naquilo que eu não podia.

Nenhum de nós está imune a doenças ocasionais. Uma em cada seis pessoas no mundo são diagnosticadas com câncer em algum estágio de sua vida (uma em cada três os EUA). Todos nós [que temos a doença] precisamos de espaço para começar bem, do nosso próprio jeito, e com a ajuda de profissionais médicos qualificados.

Se você conhece alguém que está vivendo com câncer, a melhor maneira de ajudá-lo é dar foco nos aspectos positivos, dar-lhes o espaço para lhe contar muito ou pouco, de acordo com sua vontade, e ter a mente aberta sobre o que eles são capazes de alcançar .

O ano de 2011 promete ser incrível para a Apple. Vamos nos concentrar nisso e deixar a oncologia para os profissionais.

Um mundo conectado, menos no Egito

Começar  o ano com uma grande polêmica: o governo egípcio ordenou a interupção dos serviços de internet no país. O bloqueio ocorre pouco tempo depois de o ministério egípcio do Interior advertir que tomaria “medidas decisivas” contra os manifestantes que planejam novos protestos contra o presidente Hosni Mubarak. Mas como isso é possível?

O Gizmodo explica:

Não rolou nenhuma alavanca gigante nem um grande botão vermelho, mas na realidade foi quase tão fácil assim: o governo egípcio simplesmente emitiu uma ordem aos provedores para desligarem seus serviços.

“Pela legislação egípcia, as autoridades têm o direito de emitir esse tipo de ordem e nós somos obrigados a cumpri-la”, explicou a Vodafone Egypt num comunicado. Além da Vodafone, outros três grandes provedores egípcios – Link Egypt, Telecom Egypt e Etisalat Misr – tiveram que parar seus serviços.

Entenda como isso é possível clicando aqui. Interessante como num mundo tão evoluído, a política se demonstra cada vez mais a principal causa do retrocesso. Vide Irã

 

Redes sociais para bebês?

Essa me assustou. Li no Brainstorm 9. É a geração Alfa chegando com tudo.

Os designers finlandeses Janne Passi e Hannu Rippati, da Palmu Inc. criaram, em cima do conceito dos brinquedos infantis que usam formas e cores, uma maneira de “educar” os pequenos sobre mídias sociais desde cedo.

Eles acreditam que, usando o IOBR, as crianças crescem preparadas para lidar com uma nova exigência social que se desenha: a utilização de um monte de ferramentas sociais. O conceito é simples, através do bom e velho (mas turbinado) bola-na-bola, quadrado-no-quadrado, as crianças poderão mostrar seu “status” social aos seus amiguinhos. Os IOBR conectam-se entre si via internet e estão em fase de testes.

Ação promocional causa pânico na zona sul do Rio

Do iG, por Fábio Grellet

As caixas de madeira deixadas em duas praças de Ipanema, zona sul do Rio, na manhã de quarta-feira (24), não continham bombas nem faziam parte de nenhum atentado, como suspeitou a polícia. Elas faziam parte de uma ação promocional da empresa P&G relacionada à campanha “Avião do Faustão”, cujo garoto-propaganda é o apresentador Fausto Silva.

Segundo a Polícia Civil, a empresa Moda Promoções & Eventos, responsável pela ação de marketing, pediu autorização à Prefeitura do Rio para deixar cinco caixas em locais da zona sul do Rio, hoje de manhã. Essa autorização não foi concedida, afirma a polícia, mas ainda assim as caixas foram distribuídas. Duas delas causaram pânico entre pedestres e motoristas que transitavam pelas praças Nossa Senhora da Paz e General Osório, em Ipanema. Eles temiam que as caixas contivessem bombas.

O Esquadrão Antibombas foi chamado, arrombou as caixas e descobriu que estavam vazias. Por precaução, o trânsito na rua Visconde de Pirajá foi interditado por cerca de uma hora. Na praça General Osório, mais de cem pessoas se reuniram para acompanhar a abertura da caixa.

Segundo a polícia, outras caixas iguais haviam sido deixadas na praça Cardeal Arcoverde, em Copacabana, e no Parque dos Patins, na Lagoa, todas na zona sul. A Polícia Civil pretende pedir à empresa promotora da ação de marketing o ressarcimento dos gastos com a operação de abertura das embalagens.

Procurada pelo iG, a P&G divulgou nota confirmando que as caixas faziam parte de ação promocional da empresa. “Lamentamos profundamente pelo desconforto causado à população e aproveitamos para informar que a ação foi imediatamente suspensa no Rio de Janeiro e nas demais cidades”, diz a nota.

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