O futuro chegou e está aqui agora

Após trocar o local do discurso para o povo brasileiro, e trocar o público geral para um grupo de “personalidades”, o presidente americano fez um belo discurso, onde o grande mote foi a parceria entre as duas nações. Ao ligar durante todo o discurso as histórias dos dois países da America, Obama busca ressaltar as similaridades e igualdades entre o Brasil e os Estados Unidos.

Desde o processo de independência, a luta conjunta na Segunda Guerra até as oportunidades, utilizando como exemplo o menino pobre de Pernambuco que virou presidente do Brasil, Obama abre espaço para semear suas ideias. Apesar de ‎”Nenhuma nação deve impor seus desejos sobre as outras”, Obama logo coloca a luta americana pelos direitos humanos em outros países e afirma que todas as nações devem apoiar isso.

Segundo Obama, o Brasil “… não é a nação do futuro, mas o futuro chegou e está aqui agora”. Com um belo discurso, Obama encerra citando Paulo Coelho: “Com a força do nosso amor, de nossa vontade, podemos mudar o nosso destino e o destino de muita gente.”

Sem dúvida, foi um belo discurso realizado pelo presidente americano. Com diversas citações do termo together (juntos), Obama coloca a relação entre Brasil e Estados Unidos como parceiros iguais. Resta saber se na prática essa igualdade será refletida, e o Brasil deixe de ser um país influenciado pelo Tio Sam e passe a ser tratado de forma igualitária.

 

“Onde a luz da liberdade for acesa, o mundo se torna um lugar mais brilhante”
Obama no discurso no Rio de Janeiro, 20 de Março de 2011

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Nasça em 2015 sem HIV

Vocês devem ter visto meu post anterior onde falo sobre redes sociais para bebês. No vídeo do post, tem uma criança linda e possívelmente saudável brincado. Mas a realidade é bem diferente no mundo. No último ano, aproximadamente meio milhão de crianças nasceram com o vírus HIV.

Pois a ong (RED) deseja mudar este quadro. E hoje, dia 1 de dezembro de 2010, dia mundial de combate a AIDS, começa a campanha (2015)RED.

Comprando produtos parceiros com a marca PRODUCT(RED) você doa uma parte do valor automáticamente para a ong. E ajuda a contruir um mundo melhor, livre de AIDS, cheio de sorrisos.

Ficção, realidade e tiros

Acho que a frase mais tuitada do final de semana foi “Estão filmando o Tropa de Elite 3no Rio?”. De certa forma, o que vimos nos últimos dias foi a mídia expondo todos os detalhes do que tem tudo para ser “a maior ação policial e militar de todos os tempos no Brasil”. Tirando questões políticas, que não é o objetivo de debate deste blog sobre marketing e tendências, refleti muito sobre o fator cinema em todo este processo.

Antes de 2007, vivíamos uma grande degradação da imagem policial brasileira. Corrupção, suborno e diversos fatores transformaram a imagem do protetor para o bandido. Nas favelas, eram os marginais que davam o sustento, enquanto os policiais eram visto apenas como corruptos. Isso não mudou em 2007, mas iniciou um processo de troca de imagem graças a um filme: Tropa de Elite. Quando vazou o filme, que chegou primeiro aos camelos, diversas pessoas se depararam com corrupção, crimes cometidos por policias, mas também surgiu um super herói, um tal de Capitão Nascimento. Ele era um policial considerado “incorruptível”. Tanto que neste ano, com o lançamento do segundo filme, ele foi consagrado por revistas como o primeiro super-herói nacional.

E o que isso tem relacionado com o nosso momento histórico. A ficção influenciou a realidade e o prestigio do Capitão Nascimento chegou aos policiais verdadeiros. As pessoas começaram a ter orgulho da nossa tropa de elite. Famílias posando junto aos carros, pessoas denunciando acreditando que podem ajudar a combater traficantes, policiais sendo aplaudidos.

O cinema é uma forma de mudar a realidade. Tivemos histórias de filmes que se transformaram em projetos sociais como A Lista de Schindler que criou a Shoah Foundation para reunir as histórias dos sobreviventes do holocausto, Free Willy culminou na criação de uma fundação para cuidar da baleia protagonista do filme, Cidade de Deus que criou projetos sociais como a ONG Nós do Cinema. E agora, Tropa de Elite que contribuiu para uma nova imagem para os policiais cariocas.

Definitivamente, eles não são fanfarrões.

O feriado mais importante dos Estados Unidos

Muitos considerariam 4 de julho, dia da independência, o dia mais importante para os americanos. Outros considerariam o Halloween, outros o dia de ação de graças, mas acho que o dia mais esperados dos yankees é a sexta-feira pós ação de graças, o chamado Black Friday.

O que é celebrado neste dia? A cultura de consumo dos EUA. O país mais consumista do mundo reserva, nesse dia, promoções de diversos produtos em diversas lojas. Desde 2005 é o dia com mais vendas para o comércio no ano. São trilhões de dólares movimentados todo ano. Em 2008, um funcionário do Wallmart morreu no evento, pisoteado por uma multidão de compradores logo após a abertura da loja de Long Island. A WIRED publicou a história de um comprador que se programa para poder aproveitar o máximo dos descontos da Best Buy.

Todos os anos, Dev Shapiro, 31 anos, moderador dos fóruns Black Friday do GottaDeal.com, monta um mapa da sua presa favorita, a loja da Best Buy a alguns quilômetros da sua casa. Ele começa a operação cedo, com 100 horas de antecedência, ainda na segunda-feira anterior ao dia de Ação de Graças. Chegando à loja, ele monta seu acampamento: barraca, fogãozinho a gás de uma boca, banheiro portátil alugado. (“Eu cobro um dólar de quem quiser usar”, diz. “O negócio acaba se pagando”.)

Usando reconhecimento de campo de dentro da loja, assim como informações retiradas do GottaDeal — que começa a postar material promocional vazado da Black Friday com bastante antecedência —, ele arquiteta um plano de ataque. Ele junta a sua lista de compras pessoal com a de alguns amigos que se juntam a ele nas horas finais de espera. Quando as portas se abrem, a sua equipe se move com a precisão mortal de uma operação especial policial — um homem para os laptops, outro para os GPSs, outro para os DVDs, outro para os Blu-Rays e assim por diante. Em uma ocasião, Shapiro levou para casa três unidades de GPS, uma câmera digital, quatro laptops, três TVs de tela plana e vários gigabytes de RAM — quase 10.000 dólares em produtos, por menos de US$ 1.500. “O segredo da Black Friday é informação e planejamento prévio”, diz ele. “Você precisa saber onde estar, e quando”.

Essa abordagem violenta e metódica para as suas compras vem, de certa forma, da profissão de Shapiro: ele é um “diretor de logística e inteligência” na Congregational Security, uma firma de Dallas especializada em proteger locais de culto religioso de terrorismo e crimes financeiros. (fonte Gizmodo)

Um exemplo para diversas empresas de logística. O importante é vermos que o Black Friday está se tornando um evento global. Já neste ano tivermos ações aqui no Brasil. O site de compras coletivas Busca Descontos disponibilizou descontos de até 70% em produtos de lojas como Walmart, Americanas, Compra Fácil, Shoptime, entre outras. A Apple Store online do Brasil também disponibilizou descontos, porém mais modestos.
Com essa tendência já imagino que no próximo ano mais empresa brasileiras se mobilizarão para trazer um pouco dessa cultura de consumo na nossa versão da Sexta-feira Negra. Afinal, o Brasil vive um boom de consumo comparado ao que passaram nossos irmãos do norte.

Money, Money, Money, Money… Money.

Como um arquiteto cego segue trabalhando com arquitetura

Apesar de consultar diversas fontes de informação, evito postar textos prontos aqui neste blog. Mas não resisti em postar este texto do Gizmodo Brasil. É inspirador ver o que a tecnologia permite. Por Brian Barrett e Felipe Ventura

Chris Downey perdeu a visão há dois anos e meio, depois de assumir a divisão de arquitetura de uma firma de design. A revista The Atlantic explica como ele está hoje mais eficiente em seu trabalho do que nunca antes.

O artigo é fascinante, e explora como Downey descobriu um cientista da comuptação cego que tinha uma forma de imprimir plantas em Braille. Downey teve um tumor ao redor do nervo óptico que o fez perder a visão. Alguns meses depois, ele foi demitido da empresa onde trabalhava devido à crise econômica. Mas o que parecia ser uma desvantagem ao procurar emprego se tornou um diferencial: hoje, Downey é consultor em projetos como o centro de reabilitação para cegos do SmithGroup, em Palo Alto:

“Ele não pode simplesmente olhar para o desenho no todo”, disse [o vice-presidente do SmithGroup Eric] Meub.” Primeiro eu pensei, certo, isso será uma limitação. Mas então eu percebi que a forma como ele lê os desenhos não é diferente da forma como experimentamos o espaço. Ele caminha por uma planta com seu dedo indicador, descobrindo coisas, e nossa, ele está andando pelo edifício!”

Segundo Downey, o desafio que ele tem todo dia é: “se você tirar a visão da equação, o que torna boa uma arquitetura?”

É uma história interessante de superação para fechar bem sua sexta-feira. A tecnologia pode aumentar nossas possibilidades, e o artigo vale a pena ser lido. [The Atlantic Monthly]

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