Relembrando o passado, potencializando o futuro.

Quando lemos biografias de empreendedores e personalidades, nos deparamos com a realidade que muitas vezes a infância de cada um foi crucial pra seu futuro. Na verdade, as grandes forças de nossas vidas são desenvolvidas no período mais criativo de nossas vidas, nossa infância. Um exemplo foi Walt Disney, cuja habilidade nos traços dos desenhos foi detectada desde a infância e na escola ele desenhava nas margens dos livros, e ao folhea-los conseguia a ilusão de animação. Outro foi Steve Jobs, que quando criança já era apaixonado pelos detalhes dos designs dos carros que o pai concertava, e essa fixação pelo design marcou a trajetória da empresa que ele construiu.

Seriam então os “talentos” da infância as nossas forças do futuro?

Se traçarmos um paralelo entre nossa infância e nossas atividades hoje, podemos detectar uma relação interessante entre os diversos pontos.

Nossos talentos infantis X nossas habilidades atuais

Numa esfera simplista, podemos quebrar em 2 grupos de habilidades: lógicos e criativos. No primeiro, atividades como quebra-cabeça de blocos, exercícios com números e atividades esportivas com regras tendem a demonstrar  uma linha mais racional, que pode refletir em profissionais mais pragmáticos e de raciocínio ágil. Já as habilidades criativas como desenho, pintura e brincadeiras performáticas refletem profissionais com perfis mais inovadores que podem exercer atividades criativas e soluções inusitadas. Claro que o ser humano é complexo para se dividir em duas características, na verdade somos formados ambas em pesos e ações diferentes. Estes são alguns exemplos de como podemos contrapor estes 2 perfis. Tente fazer uma analise de algumas relações entre sua infância e seu presente.

Pais que corrigem X lideres pesados

Uma segunda analise que podemos realizar é comparar a tratativa que os pais davam ao talentos e fracassos dos filhos e como nossos lideres agem hoje. Erramos mais incentivados ou corrigidos quando erramos menores. E hoje, somos mais desafiados em nossas habilidades ou ouvimos sempre o velho discurso que “devemos sair da nossa zona de conforto”. O pensamento cristão do dogma do pecado criou uma sociedade onde os erros são mais punidos do que os acertos elogiados. Contrapondo a isso temos o movimento do novo pensamento, cujo principal discurso é a lei da atração que direciona o pensamento positivo como forma de atingir resultados positivos, culminando em um trabalho mais focado nas forças do que nas fraquezas.

A criança cresceu

O melhor exercício para se tornar um profissional melhor é o auto-conhecimento. E olhar para traz é uma forma de redescobrir nossas forças e encontrar formas de recuperar a essência de nossa personalidade. Resgatando estes pontos da infância, podemos identificar nossas forças do presente e desenvolvê-las para um futuro ainda mais promissor. E ao invés de sair da zona de conforto, lembrar sempre de nos fortalecer na zona de nossas habilidades.

Howard Ashman: A alma da fera

Howard Ashman 1950-1991

Há 20 anos falecia um dos grandes produtores e letristas dos musicais modernos: Howard Ashman. Dotado de uma incrível sensibilidade e criatividade, ele desenvolveu junto com Alan Menken trilhas sonoras inesquecíveis de grandes clássicos do cinema de animação. Premiado como uma Lenda da Disney, Ashman co-produziu com John Musker em 1989 o filme “A Pequena Sereia”. E ganhou o Oscar de melhor canção por “Under The Sea”. Foi ele quem deu ao filme um “formado Broadway” e transformou a história da sereia na retomada dos grandes clássicos Disney, revivendo o espirito do grande criador Walter Elias Disney.

Porém, paralelo a isso, um outro filme estava sem achar seu tom. A fabula da bela e a fera na França estava perdida em meio a um processo conturbado de produção. E convidado para participar da criação dessa história, Ashman deu ideias como os empregados do tal príncipe transformado em fera também serem enfeitiçados, no caso eles seriam objetos animados. E com diversas outras ideias ele se tornou o produtor executivo. Também ao lado de Menken, esse compôs uma das trilhas mais belas e tocantes de toda a história do cinema. A Bela e a Fera chegou a um patamar onde nenhum outro filme de animação chegou: ser indicado ao Oscar de Melhor Filme. Também o filme foi exibido no Festival de Cinema de Nova York, no Festival de Cannes e foi ovacionado de pé em todo o mundo.

Nos últimos meses da produção de A Bela e a Fera, Howard Ashman estava muito debilitado e teve que se dividir entre o tratamento de saúde e a produção do filme. E antes de ver o filme finalizado, no dia 14 de Março de 1991, ele faleceu por ter o vírus HIV.

Ele também deixou escrita algumas músicas para o próximo filme da Disney: Aladdin. A perda de Ashman vai além a perda de um simples compositor e produtor. Poucas pessoas apresentaram genialidade semelhante ao do próprio Walt Disney e ele era um deles. E a precocidade de sua morte também impactou os artistas da época. Por este motivo, ao final dos créditos do filme temos a seguinte dedicatória “Para o nosso amigo Howard, que deu voz a uma sereia e alma a uma fera”.

 

Todos nós podemos aprender com o exemplo de Steve Jobs

Opinião de um sobrevivente do câncer

Por Graham Bower – www.cultofmac.com


Para pessoas como eu, e os outros 28 milhões que vivem com câncer, personalidades como Steve Jobs são exemplos incríveis. Quando eu fazia quimioterapia, há três anos, fui muitas vezes tentado a pensar “Por que eu?“. Mas aí eu me perguntava, “Por que Steve Jobs? Por que Lance Armstrong?”. Refleti sobre as coisas notáveis que eles alcançaram após o início do tratamento. O seu exemplo inspirador me ajudou muito mais do que eu posso dizer com palavras.

Steve Jobs prefere não falar sobre seu câncer. Ele prefere se concentrar em seu trabalho. Devemos respeitar sua escolha.

Quando alguém não está bem, a última coisa de que precisa é de um monte de gente fazendo alarde sobre isso. E se optar por manter suas questões de saúde para si mesmo, seus desejos devem ser respeitados. Ninguém tem o direito de saber a condição médica de outra pessoa.

Discutir publicamente o estado de saúde de alguém e especular sobre o seu prognóstico édesrespeitoso e desnecessariamente negativo.

Quando eu fiquei doente e fui submetido à quimioterapia, eu tive a sorte de ser capaz de continuar o meu trabalho diário, administrar uma empresa de pequeno porte. O que tornou isso possível para mim foi a força interior, o pensamento positivo e o incentivo da minha família, amigos e colegas em torno de mim, que tinham a abertura de espírito suficiente para se concentrar no que eu poderia fazer, e não naquilo que eu não podia.

Nenhum de nós está imune a doenças ocasionais. Uma em cada seis pessoas no mundo são diagnosticadas com câncer em algum estágio de sua vida (uma em cada três os EUA). Todos nós [que temos a doença] precisamos de espaço para começar bem, do nosso próprio jeito, e com a ajuda de profissionais médicos qualificados.

Se você conhece alguém que está vivendo com câncer, a melhor maneira de ajudá-lo é dar foco nos aspectos positivos, dar-lhes o espaço para lhe contar muito ou pouco, de acordo com sua vontade, e ter a mente aberta sobre o que eles são capazes de alcançar .

O ano de 2011 promete ser incrível para a Apple. Vamos nos concentrar nisso e deixar a oncologia para os profissionais.

Como um arquiteto cego segue trabalhando com arquitetura

Apesar de consultar diversas fontes de informação, evito postar textos prontos aqui neste blog. Mas não resisti em postar este texto do Gizmodo Brasil. É inspirador ver o que a tecnologia permite. Por Brian Barrett e Felipe Ventura

Chris Downey perdeu a visão há dois anos e meio, depois de assumir a divisão de arquitetura de uma firma de design. A revista The Atlantic explica como ele está hoje mais eficiente em seu trabalho do que nunca antes.

O artigo é fascinante, e explora como Downey descobriu um cientista da comuptação cego que tinha uma forma de imprimir plantas em Braille. Downey teve um tumor ao redor do nervo óptico que o fez perder a visão. Alguns meses depois, ele foi demitido da empresa onde trabalhava devido à crise econômica. Mas o que parecia ser uma desvantagem ao procurar emprego se tornou um diferencial: hoje, Downey é consultor em projetos como o centro de reabilitação para cegos do SmithGroup, em Palo Alto:

“Ele não pode simplesmente olhar para o desenho no todo”, disse [o vice-presidente do SmithGroup Eric] Meub.” Primeiro eu pensei, certo, isso será uma limitação. Mas então eu percebi que a forma como ele lê os desenhos não é diferente da forma como experimentamos o espaço. Ele caminha por uma planta com seu dedo indicador, descobrindo coisas, e nossa, ele está andando pelo edifício!”

Segundo Downey, o desafio que ele tem todo dia é: “se você tirar a visão da equação, o que torna boa uma arquitetura?”

É uma história interessante de superação para fechar bem sua sexta-feira. A tecnologia pode aumentar nossas possibilidades, e o artigo vale a pena ser lido. [The Atlantic Monthly]

Ousadia aos 4 ventos

it. osare, friul. olsá, fr. oser, provç. ausar, esp. osar, port. ousar; empreender, tentar; ousar, ter audácia, atrever-se, arriscar-se, aventurar-se; poder, ter poder de; substantivo feminino: qualidade ou característica de ousado; arrojo, coragem.

Ousadia é a principal característica de todos aqueles que buscam superar os desafios e atingir novos alvos. Com sua ousadia, o homem conseguiu superar as adversidades e evoluir. As empresas que obtem sucesso em suas atividades Na história da humanidade, a ousadia foi o fator primordial para o avanço e a conquista do desconhecido.

Por mares nunca dantes navegados…

A descoberta do continente americano foi um exemplo de ousadia. Cristóvão Colombo foi um dos maiores exploradores da história, e é amplamente reconhecido como um dos primeiros europeus a liderar uma frota de navios até a América. Na verdade, convencido da possibilidade de alcançar as Índias navegando pelo ocidente, buscou em vão o apoio dos reis de Portugal, da Inglaterra e da França. Mas foi na espanha que ele obteve a aprovação de seu projeto. E com três caravelas foi de encontro a seu objetivo, atinguindo assim um continente que seria conhecido como o Novo Mundo.

Lançar-se rumo ao desconhecido pelo mar era uma ousadia tão ou mais perigosa do que foi a conquista da Lua meio século depois, em 1969.

Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade

A Lua sempre atraiu a atenção do homem. Há duzentos anos, em uma famosa obra de ficção intitulada “De la Terre à la Lune”, Júlio Verne escreve sobre um grupo de homens que viajou até a Lua usando um gigantesco canhão. Na França, Georges Melies foi um dos pioneiros do cinema, e em seu filme “Le voyage dans la Lune” (1902) acabou criando um dos primeiros filmes de ficção científica em que descrevia uma incrível viagem à Lua.

Depois da 2ª Guerra Mundial, os Estados Unidos e a União Soviética iniciam a chamada corrida espacial. Satelites, voos tripulados, e em 1969 o maior desafio foi atinguido: O homem chega até a Lua. A missão Apollo 11 pousou na superfície lunar em 20 de Julho de 1969. Neil Armstrong e Edwin Aldrin tornaram-se os primeiros homens a caminhar no solo lunar.

Ousadia para saltar contra o preconceito

Grandes atletas também demonstravam ousadia para superar todas as adversidades. Em 1936, durante as olimpíadas de Berlim em meio ao regime nazista, um negro ousou participar e se tornou o maior destaque dos jogos. Jesse Owens liderou a equipe americana de atletismo que ganharam as principais provas de atletismo, apesar de ser considerado “inferior e não-ariano”.

O negro mais famoso das Olimpiadas, a cada prova fazia desmoronar toda uma filosofia nazista, mostrando que não existia diferença entre as raças, o que existia apenas é o desejo de superar os obstáculos e se arriscar sempre em busca da vitória. Hitler suportou até quanto pôde. Saiu depois de Owens subiu ao pódio três vezes ao degrau mais alto olimpico para receber suas medalhas de ouro nas vitórias dos 100 e 200 metros rasos e no 4×100 metros. Em todas as provas estava o alemão, Lutz Long, o maior de todos os saltadores em distância da Europa.

Precisa trabalhar muito, mas muito mesmo, para vencer.

A história é feita de pessoas que se superam, que vão adiante além das adversidades. Lance Armstrong se tornou um dos maiores exemplos de superação da história do esporte. Seu físico privilegiado de nascença – ele absorve o dobro de oxigênio que um ser humano normal, seus músculos são mais eficientes quando submetidos a esforço e seu organismo produz menos ácido lático que o padrão – ajudou a transformá-lo no maior ciclista de todos os tempos, com nada menos que 6 títulos da tradicional Tour de France. Porém, este mesmo físico privilegiado o acometeu de um sério câncer.

Foram quase 3 anos de luta pela vida, até que depois de muitos altos e baixos, ele conseguiu voltar às competições, especificamente ao Tour de France de 1999, onde se sagrou campeão e definitivamente se viu 100% curado da doença.

Ousar é mais do que uma atitude, é uma caracteristica que mora no fantástico campo dos sonhos, de onde só sai quando a coragem e a bravura de desafiar falam mais alto. E somente com essa caracteristica o ser humando deixa de ser um ser e passa a ser um indivíduo. Ouse.

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